Bom galera, vamos voltar a idéia que propus para este sórdido blog. Hoje, o tema é dado pela ansiosa Teh Castello, que vê a ansiedade como um problema em sua vida, vindo de muito tempo.
A ansiedade é um problema que atinge a nossa grande maioria. Quase todos tem e sofrem com isso. Sofrem por roer suas unhas, fumar compulsivamente, ter insônia, falta de ar, dores.
De acordo com minha grande amiga Wikipédia, isso se deve a transtornos pessoais, na vivência ou na primeira infância. Ou seja, tudo o que vivemos hoje, ou no momento da formação de nossa personalidade, acaba influenciando diretamente para nossas ansiedades e compulsões.
Usaremos a Teh como exemplo:
-Tehh. diz:
*eu sou uma pessao nuito ansiosa, sabado eu nao tava aguentando
*queria que chegasse logo, que acontecesse logo
*antes de ir pra porto eu nao dormi.. e na minha viagem da 8ª serie me deu febre
*uahuahuhauha
*entendeu?
A ansiedade, por definição na própria psicologia, é associada ao medo. Medo pelo o que pode acontecer. Medo pelas conseqüências, atitudes que se pode ter e sofrer. No caso da Teh, fica evidente que ela se sentia ansiosa por medo ou talvez até por um simples receio do que estes eventos pudessem significar. Este receio pode surgir de acordo com fatos vividos e pensamentos que cercam sua vida no momento. Quando ela vai para qualquer evento deste tipo, ela sai um pouco de sua bolha, do seu círculo de confiança, para algo que pode se tornar inusitado e novo, acontecendo coisas que fogem ao seu controle. A Teh, pelo pouco contato que tive com ela, demonstra ser uma pessoa que não gosta de perder o controle. Gosta de tudo em uma forma muito segura, aonde possa calcular e ser responsável por tudo o que ocorre em sua volta. Fica claro também que é uma pessoa que se assusta quando algo foge ao controle, preferindo manter certa distância, aonde pode ter controle de tudo o que acontece. Não que ela seja destinada a fazer coisas sem controle nesses eventos, mas tem a consciência que isso pode acontecer. Seja por um amor infantil que estará presente, um conflito com amigas, ou uma situação em que saia de sua zona de conforto. Fato que confio mais nessa última. É apenas analisar como a pessoa se porta quando surge algo sem expectativa nenhuma a sua volta. Se você se coloca em uma situação, com naturalidade, sem expectativas maiores, sua postura é diferente. Você é você mesmo. Você não se fecha e deixa até sua zona de conforto ser invadida. Por si mesma, sem tentar controlar, mas simplesmente por que acontece.
Nestes casos que a Teh citou, com certeza ela foi com dois pés atrás, preparada pra qualquer coisa diferente que pudesse acontecer, sempre na defensiva. Ou não. Em muitos momentos de ansiedade e fraqueza, nos postamos em outra posição, aonde a melhor defesa de torna o ataque. Não tem como dizer. Não a conheço como deveria, principalmente para este tipo de análise. Tudo agora se torna apenas especulativo.
Fato que quando você tem uma expectativa, você quer ter o controle. Quer determinar como tudo acontece. E por isso que estas circunstâncias te assustam. Por que existe a POSSIBILIDADE de você não ter o controle. Mas talvez, seja mais válido os momentos que acabam te surpreendendo. (desculpa, não consegui me controlar. Haha)
Em resumo, ansiedade é medo. É medo do que não se controla, do que depende dos outros e não só de seu controle. Superar como? Arriscando. Num processo quase diário, não tem jeito. E enfrentando seus medos, suas sombras, deixando cada processo e assunto mal resolvido pra trás. Até por que é algo bem simples, quase tão lógico como números: se você não consegue resolver coisas do seu passado, não conseguirá construir nada concreto para seu futuro.
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