Continuando a linha de raciocínio do último post, fico imaginando por que nos prendemos tanto ao que achamos. Idéias que julgamos serem certas, apenas pelos nossos conceitos e experiências. Sim, muitas vezes podem ser corretíssimas, mas muitas vezes não. Nem sempre estamos certos. Nem sempre conseguimos tirar a conclusão e a resposta correta de algo que passamos em nossa vida.
Hoje, em minha vida, cheguei à conclusão que planos não servem de nada. Planos e esperança. Mas me compreendam, não joguem pedras ainda. O problema de planejar e sonhar tanto, é a mentira. O problema da esperança é acreditar em algo que talvez não seja verdade; O problema de criar tanta esperança, é ficar sonhando acordado, vendo a vida passar, se apegando em coisas que acreditamos que possam vingar.
Hoje percebi que a podemos planejar, mas não podemos esperar só isso. Hoje percebi que podemos sonhar, mas enquanto andamos, trabalhamos, vivemos. Percebi que isso é essencial. Percebi que no momento em que você deixa de lado coisas que você acha que são suas únicas opções, que são sonhos apenas, você conhece outras coisas. Você conhece pessoas diferentes, únicas, que podem ser inesquecíveis. Você ajuda um amigo, que por mais que você conversasse, você não tinha idéia de que precisasse tanto de sua ajuda. E tudo isso, simplesmente por quê?
Por causa da chamada “zona de conforto”, que prefiro mais chamar de “zona do medo”, ou o popular “próprio mundinho”. Criamos algumas esperanças e ideais por medos. Nos apegamos a coisas mais... “confortáveis”, por ser mais fácil não se arriscar. Acreditamos naqueles sonhos impossíveis, por ser muito mais fácil do que abrir os olhos pra realidade que é nossa vida. Mas na verdade, tudo isso não passa de uma perda de tempo. Uma vida falsa, superficial. O que é verdadeiro é aquilo que está em sua frente. É aquilo e quem divide o ar com você. É quem está por você hoje, e não quando você sonha. Porque no final, só isso é real. E se você quer ter um amanhã, você tem que começar a criar hoje.
Beijos a todos ‘)