terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Me adaptar

Curioso. Eu que sempre fui elogiado por escrever muito bem e expor sentimentos claramente, fui traído pelas minhas palavras. “Traído”, eu diria. Talvez apenas seja muito velho pra esse mundo moderno. Talvez, neste mundo em que vivemos, minhas palavras e pensamentos não sejam tão claros. Sempre primei por fazer as coisas da maneira certa. Sempre primei por falar o que realmente penso e quero, mas então caí em interpretações erradas. Cara, pra mim é simples: se falo branco, é branco. Se falo preto, é preto. Mas não, tudo vira um arco-íris, multicolorido e florescente. Eu gosto e quero conhecer as pessoas, mas não consigo. É criado a imagem do que penso e do que quero, mas talvez, enfim, só sejam as palavras me traindo. As palavras que EU escolhi. É, não tem jeito, preciso me adaptar ao modo novo que as coisas são escritas e pensadas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O que quero.

Nunca estive tão certo de minhas incertezas. Nunca tive tanta certeza de não saber exatamente o que quero. Acho que é aquele negócio da idade, que te dá medo, que cobra o que está acontecendo ou não na sua vida e cobra pelo que está por vir. Passei por uma dor recentemente irrecuperável. Que vai deixar buraco mesmo e que de algum jeito, terei que aprender a lidar com isso. Perdi meu chão, meu céu e todos os meus apoios. Afinal, terei que criar meus apoios e caminhos. E todo esse tsunami de sentimentos me fez crer e enxergar as poucas coisas claras que quero na vida. Quero meu futuro. Não um futuro, mas O futuro. Quero sim minha casa grande, meus dois moleques, minha garota, minha esposa, meus dois cachorros e minha churrasqueira. Quero ser um grande profissional, ocupar uma posição que me permita alimentar todos esses sonhos. Aprendi o que eu quero hoje. Quero uma companheira ao meu lado. Não qualquer uma. Uma que goste de mim, que goste de viver, que goste de sorrir e de me fazer sorrir. Quero uma parceira de conversa, de consolos e olhares. Não a mais bela, afinal, pra que isso? Isso passa. Quero alguém que saiba sorrir com os olhos e ao mesmo tempo advertir somente com um olhar e com um sorriso, preencher todo o meu dia. Quero me formar e ir pra cima! Mostrar que eu sou bom. Porra, não é arrogância, mas eu sei que eu sou, todos falam que eu sou! Talvez seja mera questão de acreditar mais nos outros e em mim. Quero espalhar o amor. Não, não quero ter oito amantes, até por que isso nunca fez parte do meu feitio. Mas quero amar quem eu gosto e que me ama. Família, amigos, até estranhos. Quero sorrir e fazer sorrir. Quero abraçar e secar cada lágrima que eu ver escorrer, mas só depois de ter incentivado o choro descomunal. Choro lava a alma, os olhos, o coração. Talvez eu queira pouco. Talvez queira muito. Mas muito ou pouco, é isso que eu terei. E continuarei sendo o homem honrado que a senhora sempre quis, Dona Irene. Por mim, por ti e por quem gosta e espera isso de mim. Você tem minha palavra.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Medos ou padrões

Sabe, em toda minha vida nunca tive tão pouca fé no ser humano. Não sei... eu sempre me gabei por ser muito racional. Depois de muito sofrer, aprendi que deveria ser mais emocional. Ceder mais, me entregar mais... mas ao mesmo tempo, parece que todas as outras pessoas se preocuparam justamente em fazer o contrário. O medo causa isso e não tenho dúvidas. Mas medo do que? De ser feliz, de se entregar, de um dia ter um adeus? É por isso que hoje todos os relacionamentos são tão superficiais, com prazo de validade. Ninguém quer sofrer. Ao menor sintoma de dor ou desastre, todos desistem, se entregam, fogem, partem pra outra. Não se vê mais aqueles relacionamentos longos, duradouros, em que as pessoas passavam por cima de tudo pra continuarem juntos. Teve um problema? Termine. Parece que essa é a lei de hoje. Me sinto um tanto deslocado perante o mundo todo e por mais triste, juvena, egoísta ou burro o pensamento, parece que estou meio que sozinho nessa. Aparências, o que os outros vão pensar, qual imagem vou passar. Sou o mais forte? Eu estou “ganhando”? A vida, o coração, tudo mais, não passam de jogos agora. O que importa é quem vai ganhar, quem está no comando. Mas relacionamento é isso? Sabe, não só no sentido romântico da coisa, mas em todos. Acho até que de certa forma, todos passaram por isso, mas meio que perderam a fé e se entregaram ao “padrão a ser seguido” pra não acabarem sozinhos, mas não é claro que fazendo isso, todos ficam mais distantes, sozinhos? Que tudo passa a ser superficial, sem motivos? Cadê aquela gana, vontade de lutar, passar por cima de tudo pra que dê certo, nem que seja apenas enquanto for possível? Cadê a vontade de encontrar alguém que seja realmente legal, que faça bem a você e não aos outros que estão olhando e te cobrando padrões e comportamentos? Acho mesmo que o jeito é não perder as esperanças. Acreditar que alguém no mundo pense assim ainda, mas que tenha coragem de assumir o que pensa. De certa forma, acho que todo ser humano tem essa vontade mais romântica, mais sincera dentro de si. O foda é realmente aceitar e lutar por ela.