domingo, 6 de dezembro de 2009

Um pobre fudido.

Bom dia galera!

Domingão, sol no alto, acabei de chegar em casa... fui tomar um café da manhã com a Sammy... Conversamos bastante hoje, sobre vários assuntos, inclusive aqueles que nos fodem, no sentido claro da palavra. E vou mostrar pra vcs um texto que achei na net. Pelos nomes no texto, provavelmente tenha alguma origem mexicana o texto, mas achei beeem legal a história.. e bonita, mesmo sendo trágica. Basicamente, ele conta a história de um cara burro. Leiam, vcs vão curtir!



"É estranho, me sinto perdido como um garoto de quinze anos. Algumas coisas mexem muito com minha cabeça. Sabe, cresci achando que sempre deveria ter tudo ao me alcance e controle, mas hoje vejo que, provavelmente, as coisas que mais farão diferença na minha vida, eu não tenha; Se torna, de certa forma, um tanto preocupante, já que sempre me orgulhei por ser tão analítico e lógico. Lógica essa, que sempre me permitiu oferecer bons conselhos. Até a página dois. Por que sem sentimentos, não é possível nada. Perdemos o sentido da lógica, por incrível que pareça.
Infelizmente, a vida não é matemática. Acredito que em grande parte sim, mas nos seus pormenores, são definidas por puro feeling, sentimento. Sentimento este que me falta. E muito.
Na verdade, me preocupo muito sobre isso. Questiono até minhas amizades, que talvez sejam baseadas apenas em um “sentimento lógico”.
E uma garota me mostrou tudo isso. E me encantei por ela. Por que? Não sei, sinceramente. Superficialmente, é muito parecida comigo. Gosta de viver bem; Bem no sentido, sujo da palavra. Bebe, fuma, dá risadas, faz piadas. É linda, sem exagero algum. Nunca vi mal arrumada, ou talvez, nessa minha neblina, nunca tenha reparado.
Quando a conheci, a achei louca, pra falar a verdade. Não parava de falar e até comentei que era muito do que eu justamente não gostava.
Passam-se os dias e ela chama a atenção. Cativa. Se torna uma ótima “companheira de fumaça em horas vagas”. Passamos horas e horas conversando assuntos banais. E como combinamos!
Ela começa então a provocar, dar indiretas, mas que, pelo seu jeito irreverente não levei em consideração. Talvez não apenas por isso, mas pela minha enorme falta de confiança: quando que uma garota, linda como aquela, iria olhar pra mim? Insegurança admito infantil, mas que às vezes me assombra.
Lembro de um dia, do lado de fora, sentados na mesa eu, a minha direita o Marcio, ela a minha esquerda e o Gumercindo a minha frente. Conversávamos sobre assuntos banais e ela insistia em dizer como me achava lindo e o tipo de homem ideal. Respondo com uma brincadeira, dizendo que ela nunca olharia para um gordinho relaxado como eu, e ela me responde que não liga, que o ex namorado era assim, mas com a metade do meu charme. Dou risada disso, por que o Marcio engasgou na hora.
E assim os dias se passam.
O Teodoro tinha acabado de acabar com a Helba. Estava devastado, e com razão. Com o tanto que ela havia feito ele sofrer, nada mais justo. Ele a conheceu no mesmo dia que eu. Conversou muito mais que eu, disse que gostou dela e que tinha muito interesse nela. Guardei essa informação

Como eu disse, os dias se passaram até que um dia, após fechar a Pizzaria, resolvemos sair, já que era dia dos namorados e todos éramos solteiros. E fomos pra Tratoria. Por sinal, estava tendo a noite dos solteiros na Tratoria, música rolando na pista, todo mundo dançando, felizes, se divertindo. Tinha ido eu, Teodoro, Ricardo, Mona, Gumercindo, Patrícia e ela.
Sentamos na mesa, na seguinte ordem: Teodoro, ela, Patrícia, Ricardo, eu, Gumercindo e Mona.
Ela começa a rir com o Teodoro e olhar em minha direção toda hora, mas já tinha colocado na minha cabeça que ela apenas queria provocar e que, ela deveria ficar com o Teodoro, meu amigo que tanto queria ficar com ela. Na verdade, naquele dia, eu estava preocupado em me divertir. O Ricardo fazia um role comigo, como há tempos não fazíamos. Bebíamos whisky e contávamos piadas. Cerveja na mesa, fumando meu cigarro, não querendo mais nada do mundo. Talvez minha única distração momentânea era pensar no Juve e no que a Ana Clara deveria estar fazendo lá, afinal iríamos sair quando ela voltasse. A garota que eu via como ideal. Madura, mais velha, educada, de um humor fino.
Passa a noite e eu, Ricardo e Patrícia resolvemos ir dançar. Ela se levanta e vem conosco. Na pista, foi muito engraçado. Dancei com a Patrícia, com o Ricardo e em seguida, fiz a “besteira” de ir dançar com ela. Começou normal, nos aproximamos e nos “encaixamos”. Por sinal, a música era ótima pra isso. Encostamos nossas cabeças e as bocas foram se atraindo, praticamente inevitável. Canto de boca com canto de boca e vem o Teodoro a minha mente. Paro de dançar de imediato. Afasto ela e apenas falo “não dá”. Viro e volto a dançar com a Patrícia.
Quando voltamos para a mesa, começou a pressão pra ela ficar com o Teodoro. Eu ajudo, boto pilha. O Teodoro, sempre muito tímido e na hora meio alto, não fazia nada. Falávamos pra ele puxar ela e nada. Questionamos que ela não tinha coragem de beijar ele. Numa idiotice tremenda minha, tiro 50 reais da carteira e falo que seria dela, caso ela beijasse ele. Que Deus me perdoe, sei que isso não é desculpa, mas eu também já estava bêbado. Ela olha pra mim com muita raiva e diz: “eu não preciso disso”. E o beija. E me sinto aliviado. Afinal, eu havia ajudado meu amigo no que ele tanto queria.

Passam-se os dias e eles continuam ficando. Um mês. Então um dia, na Pizzaria, estávamos sentados lá fora, eu, ela, Gumercindo e Mona. Quando os últimos saíram, ficamos conversando e fumando.
Então ela vira e me pergunta: “Vicente, posso te fazer uma pergunta, mas não me leve a mal?”
Respondi que sim. Então ela me pergunta: “Por que aquele dia você me afastou de você?”
Fico sem jeito e respondo: “Por que o Teodoro queria muito beijar você”. E ela indignada, responde: “Caramba Vicente! Fui aquele dia lá pra beijar VOCÊ. Você não percebeu todas as indiretas que eu te dei? Todos os sinais de que eu queria ficar com você?”
Respondi que não, mas que mesmo assim, eu já estava pensando em outra garota, tinha outra garota em vista e meu amigo queria ela, muito mais do que eu. Então achei certo, não atravessar a situação. Ela disse que desde o momento que entrou na Pizzaria, só falava pra mãe sobre mim, de como eu era inteligente, charmoso, espontâneo.
Conversamos mais, e até falei que as coisas aconteciam como deveriam ser. Que nós éramos muito parecidos e talvez por causa disso, poderíamos não dar certo. Brigaríamos demais, até por que os dois são muito orgulhosos. Ela concorda e a conversa se encerra por aí.
Passam-se mais umas três semanas, num sábado, na hora de janta na Pizzaria, eu no meu ritual de todos os dias, como rápido e jogo o colchão no chão pra dormir os minutos restantes da hora de janta; Ela e a Mona vão fazer o horário de janta comigo. Ficamos os três conversando, até que o Gumercindo chamou a Mona lá pra baixo e ficamos a sós lá em cima. Eu deitado e ela na janela fumando. Ficamos conversando mas que queria dormir. E ela, pra tentar me deixar acordado, começou a fazer cócegas em mim. Pedi pra que ela parasse, então ela se sentou no colchão. Continuou tentando puxar assunto, e eu ainda querendo dormir. Então ela diz: “Se não pode vencê-lo, junte-se a ele”, e deita-se ao meu lado. Foi praticamente automático. Nos encaixamos e ficamos extremamente confortáveis. Eu fazia cafuné nela, enquanto ela dormia com a cabeça em meu peito. Sem fazer nada, fomos nos aproximando. Quando um olhou pro outros, falamos ao mesmo tempo: “´É, chega, melhor pararmos.” Eu levanto, calço meu tênis e desço. Aí começou meu inferno. Ela parecia me abraçar a toda oportunidade. E mesmo ela estando com o Teodoro, ele vem me dizer que não sabia o que fazer, pois toda vez que ia lá vê-la, parecia que quando ele ia atrás dela, ela vinha atrás de mim. E eu numa situação horrível, já que sabia que era pra eles terem terminado anteriormente, por um erro dele. E conversando com ele, o orientei a dizer exatamente o que ela queria dizer. Não sei como. Acho que no fundo, eu sabia como a conhecia.
E eles vão se afastando, em alguns dias mal se beijam.
Então resolvemos num sábado ir para o Pátio, ouvir MPB e tomar cerveja. Eu, ela, Gumercindo e Mona. No caminho o Teodoro ligou pra nós, perguntando onde estávamos e falamos que iríamos pra lá. Ele disse que nos encontraria lá com seu primo.
Entramos no Pátio, sento em uma ponta da mesa, ela em outra, o Teodoro de um lado dela, o Gumercindo do outro. Logo no começo, o Teodoro pede para que eu sentasse ao lado dele. Começam as músicas da banda ao vivo. Canto a maioria, por conhecer mesmo. E ela também.E a cada verso emblemático, um olha pro outro. Como diversas vezes aconteceram. O Teodoro levanta e senta-se na outra ponta da mesa, aonde eu tinha sentado anteriormente, pra conversar com a Mona, então levanta e fala que vai embora pois não estava se sentindo muito bem. Nos despedimos e ficamos na mesa eu, ela, Gumercindo e Mona. Os outros dois ficam abraçados, se beijando e ouvindo música, enquanto nós dois cantamos. Então ela começa a mexer com um garçom, descaradamente. Falo em tom de brincadeira “Vamo parar com essa pouca vergonha?” e ela responde: “Você ontem não ficou falando da bunda da morena na minha frente?” Respondi: “Quer dar o dedinho então pra ficarmos de bem?” Ela ri e me abraça e diz: “Meu, você é lindo. Como eu adoro você.” Eu respondo: “Acho o mesmo. Se arrependimento matasse, eu já estaria debaixo de sete palmos”.
Ela me solta, olha pra mim, leva as mãos ao rosto e começa a chorar. Chorar e me bater dizendo “Eu te odeio Vicente Antonio! Você sabe que eu sempre gostei de você, desde o primeiro dia e me empurrou pro seu amigo! Me tratou como lixo, objeto! E eu sempre correndo atrás de você! E agora me diz que ta arrependido da escolha?! Será que você nunca percebeu que mesmo eu estando com o Teodoro, praticamente me jogava em cima de você? Você me fez ficar com um cara totalmente diferente de mim, ao contrário de você, que é tudo o que eu gosto!”
Nos abraçamos, me explico, peço desculpas. Ficamos num clima tão gostoso. Abraçados, até “beijinho de esquimó”. Mas falei que não faria nada enquanto ela estivesse com o Teodoro, por que não seria certo. E ela concordou. Também falei pra ela que seria uma decisão dela. Que o sentimento dela decidiria.
Fomos depois do Pátiol para o Md, e ficamos sentados na chuva, abraçados, conversando, tanto que ela disse: “Imagine que casal seremos, eu advogada e você economista? Vamos ganhar muito dinheiro, ter uma casa grande e tudo o mais”.
No dia seguinte, sem querer, mas por determinação do Souza mesmo, fizemos nossa hora de almoço juntos. Eu deitei, ela almoçou. Falei pra ela deitar comigo quando terminou de comer e ela disse que não queria. Falei que tudo bem e começamos a conversar sobre a noite anterior. Falou que tinha medo de magoar o Teodoro ao acabar com ele, mas que nem sempre tinha vontade de estar com ele. Que eles não combinavam e não tinham a sintonia que nós dois temos, mas que não queria magoá-lo. Que iria fazer uma escolha difícil e precisava pensar. Achei justo. No final da conversa, perguntei o por que dela não querer deitar comigo e a resposta foi: “Por que eu sei que se eu deitar aí, vou fazer merda.”
Dois dias depois, o Teodoro vem aqui em casa pra conversarmos, pois nossa amizade estava abalada. Abri o jogo pra ele e ele disse que havia percebido. Nos abraçamos e ele disse que o que sentia por ela, era muito menor do que o que eu sentia e, sendo assim, terminaria com ela.
No mesmo dia, ele terminou com ela. Conversaram bastante, ela entrou na Pizzaria e me chamou pra conversar. Disse que não queria mais magoar ninguém e que não queria estragar minha amizade com o Teodoro.
Logo em seguida, coisa de 10 minutos, Souza me chama pra conversar e me demite.
Na mesma noite, todos iriam no La Revolta. Falei que não queria ir, precisava de um tempo. No dia seguinte, o Teodoro veio me falar que havia ficado com ela.
Ontem, senti os dois bem próximos na Pizzaria. Hoje a tarde no MSN, perguntou pro Teodoro: Você voltou com ela, né?” E ele responde: “Voltei cara.”
Porém..."


O "Porém" não existe... pelo que vi, este texto não teve um fim... Não o criaram ainda, pelo menos, é o que eu quero acreditar. Sei lá, acho meio chavão dizer isso, mas não consigo acreditar que o medo e o comodismo possam vencer o amor. Torci por esse cara, pq entendo a situação dele. Mas tudo na vida tem seu tempo, isso eu aprendi. Mas se tem uma coisa que eu aprendi, e que falei muito pra Sammy, por sinal e que eu nunca havia notado, é que devemos acreditar no amor no final das contas. Se não pudermos acreditar nisso, acho que nada mais faz sentido.

Um beeijo à todos, boa semana galera! = )

8 comentários:

  1. Engraçado que eu conheço essa historia, e pior, ou melhor, ou apenas loucamente engraçada, eu sou um dos personagens e o meu namorado tem um nome mto feio!
    Bjooo. Vii

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  2. Essa história seria uma boa novela mexicana... apesar da gafe, que no Pátio eles estariam ouvindo MPM (musica popular mexicana), hauhauahau....
    Te peguei nessa hein Andretta! hauahuaha...
    Abraços...
    Gumercindo

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  3. se sua namorada japonesa nascida no brasil trabalha num restaurante mexicano, pq eu não posso ouvir mpb num bar mexicano?!

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  4. Raxeiii!!... mto!!...


    Raxei mais ainda, do seu comentario, sobre o comentario do Gustavo!!... xP

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  5. Só fico me perguntando que Jogos seriam o JUVE...

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  6. Jogos Universitários de Vela e Equitação. Simples, poxa.

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  7. SPAKPASKOSPOAPOASKPKOASPOKAS meeeeeeeo...a criatividade pros nomes foram geniais..ri demais o/...e o fim? vai publicar? --' POKSOASKPASKOPOSKA

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  8. Ae andretta... vo fazer um comentário pra dar uma dica pra Mo do presente dela!!! hauhauaha

    A pista 12 é: Qnd eu to com calor, eu abro... quando eu to com frio... eu fecho!!!

    Facil neh?

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